Fraudes e golpes virtuais: quais são os mais comuns e como não cair neles

Você já sofreu algum golpe virtual (ou uma tentativa)? Se sim, saiba que não está sozinho. Segundo estimativas do laboratório especializado em cibersegurança da PSafe (dfndr lab), mais de 150 milhões de brasileiros já foram vítimas de fraudes na internet. 

Fato é que os golpes virtuais têm evoluído na mesma proporção que a tecnologia e, hoje, no Brasil, já foi alcançada a marca de uma ação maliciosa on-line a cada seis segundos. Números como esses colocaram o nosso país no ranking das cinco nações mais afetadas por fraudes digitais, ficamos atrás apenas dos Estados Unidos, Rússia, Indonésia, Filipinas e Reino Unido, como aponta o relatório Fraud & Abuse Report, da empresa norte-americana Arkose Labs.

Com tantas ameaças e pessoas de má-fé infiltradas na web, fica difícil se proteger dessas falcatruas, não é mesmo? Você verá, neste artigo, que não é tão complicado assim. Com algumas dicas, já é possível diminuir os riscos de fraudes e navegar na internet com muito mais segurança. 

Fique com a gente até o final e saiba quais os golpes mais comuns e como ser imune a eles. 

Panorama de fraudes e golpes virtuais no Brasil

Uma pesquisa realizada pela Kaspersky, empresa especializada em segurança digital, mostrou que o Brasil é o país com mais tentativas de ataques cibernéticos na América Latina. Um cenário muito preocupante, já que viemos de uma escalada de ataques cibernéticos que cresce ano a ano. 

Na lista dos golpes que mais acometem vítimas, o bancário aparece em primeiro lugar. Logo atrás, a clonagem de WhatsApp e o phishing, cujo objetivo é fisgar o usuário para obter informações confidenciais por meio de promoções falsas, brindes e até solicitações de atualização de aplicativos. Para se ter uma ideia, entre fevereiro de 2019 e de 2020, houve um aumento recorde de 308,17% no volume de phishing. 

Na grande maioria dos golpes on-line, a própria vítima, sem perceber, contribui para que os criminosos tenham vantagem. Daí a importância de adotar novas práticas de segurança virtuais. Ao colocá-las em prática diariamente, diminuem-se as chances de você cair em alguma ação fraudulenta que coloque em risco suas informações pessoais e do seu negócio. 

Números de fraudes e golpes virtuais nos últimos anos

O número de golpes virtuais cresce assustadoramente, ano após ano. Com o surgimento de novas soluções tecnológicas, os cibercriminosos desenvolvem métodos cada vez mais sofisticados, o que deixa milhares de usuários, inclusive empresas, muito vulneráveis. 

Com o avanço da pandemia em 2020 e o aumento no número de pessoas conectadas pelo distanciamento social, o número de operações suspeitas teve um crescimento alarmante. De acordo com a Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America, organização que analisa incidentes de segurança cibernética, o Brasil sofreu mais de 3,4 bilhões de tentativas de golpes na internet, de janeiro a setembro do mesmo ano. 

Nesse mesmo contexto, o Mapa de Fraudes de 2020 apontou que os homens (38,55%) foram mais vítimas do que as mulheres (26,84%), e que a faixa etária de pessoas de até 25 anos foi a que mais sofreu com fraudes virtuais. 

Já em 2021, o país totalizou mais de 88,5 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, um aumento de mais de 950% em relação ao ano anterior. Diferente de 2020, nesse ano, mais mulheres foram vítimas, 51% contra 49% de homens.

Até o momento, não há informações sobre os números de fraudes ocorridas no primeiro trimestre de 2022. No entanto, especialistas alertam para os ataques que podem se destacar nesse ano. A começar pelas armadilhas em QR Code, Deepfakes (que utiliza inteligência artificial para imitar imagem e voz de pessoas reais), Infostealer (vírus trojan com capacidade para roubar informações dos usuários) e Ransomware (malware que bloqueia o computador e criptografa arquivos do dispositivo). 

Fraudes e golpes virtuais mais comuns

Existem vários tipos de golpes e fraudes virtuais, porém, uns são mais executados que outros. Para você não ser uma vítima dos golpistas, listamos os mais comuns da internet. Veja quais são a seguir.

Clonagem de WhatsApp

É difícil encontrar uma pessoa que não tenha caído nesse golpe ou que conheça algum familiar ou amigo que já foi vítima. Nessa modalidade, os golpistas descobrem o nome e o número do celular da vítima, normalmente, nas redes sociais ou sites em que a pessoa já esteja cadastrada, e tentam acessar o WhatsApp dela nos próprios aparelhos. 

Mas, para concluir a operação, é necessário inserir o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre quando é instalado em um novo dispositivo. Para consegui-lo, os criminosos mandam uma mensagem pelo WhatsApp se passando pelo Serviço de Atendimento ao Cliente do site ou empresa em que a vítima já tenha o cadastro e solicitam o código de segurança já enviado por mensagem de texto.

Com a sequência numérica em mãos, eles enviam mensagens para os contatos da pessoa, passando-se por ela, pedindo dinheiro emprestado para os parentes e amigos do dono do telefone, além de usar os seus dados pessoais para praticar outros crimes. 

De acordo com a PSafe, a clonagem do WhatsApp vitimiza cerca de 15 mil brasileiros por dia. 

Roubo de rede social

Você já se deparou com alguém vendendo algo nos stories do Instagram? Um celular, eletrodomésticos ou móveis por um preço muito mais em conta do que o encontrado nas lojas?

Se sim, fique atento, porque esse é um dos golpes clássicos da internet. O criminoso, a partir de engenharia social, consegue acessar a conta do Instagram da vítima e começa a usá-la para fazer publicações de vendas se passando pela pessoa. Aos interessados pelos produtos oferecidos, eles solicitam o pagamento via PIX, e os itens comprados, claro, nunca chegam.

Nesse método, os golpistas nem precisam encostar no celular da vítima. Tudo é feito de forma remota, basta ter acesso à conta. Muitas vezes, a vítima só fica sabendo do roubo quando é avisada por amigos e conhecidos que viram as postagens das vendas na rede social. 

Resgate de FGTS

Apesar de não ser um método novo, o golpe do resgate do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é bastante aplicado e faz milhares de vítimas. 

Após a divulgação dos calendários de saques do FGTS, os cibercriminosos criam uma página com a falsa proposta de cadastro para a retirada do benefício, e por meio desse site solicitam os dados pessoais dos usuários. Em seguida, pedem o compartilhamento do link malicioso com os seus contatos, como uma suposta garantia para o recebimento do valor referente ao Fundo de Garantia. 

Para dar ainda mais veracidade ao golpe, os fraudadores simulam falsos comentários de pessoas que teriam obtido sucesso em receber o benefício pelo mesmo link de acesso.

Golpe do boleto falso

Outra fraude muito comum no Brasil é a do boleto falso. A atuação dos bandidos consiste em elaborar um boleto falso com todos os dados da vítima, como se fosse uma cobrança real, e enviam por e-mail ou por WhatsApp solicitando o pagamento. O documento pode exigir o recebimento de uma conta de serviços (telefonia, internet, água), financiamento ou compra de produtos.

As informações pessoais dos supostos devedores também são obtidas em sites já cadastrados e em redes sociais. 

Como se proteger de fraudes e golpes virtuais

Diante de tantos casos de golpes virtuais já realizados e da grande quantidade de vítimas, é preciso alertar as pessoas quanto aos cuidados necessários para evitar passar por essas situações.

A boa notícia é que, ao mesmo tempo em que os ataques crescem, os mecanismos de defesa também melhoram e ajudam o usuário a criar hábitos seguros na web. Abaixo, listamos alguns cuidados que podem ajudar a manter seus dados pessoais seguros e evitar cair nas mãos de criminosos. 

Elabore uma senha forte diferente para cada aplicativo

Essa pode ser uma dica óbvia, mas não para todo mundo. Senhas muito óbvias, como “123456”, ou que mencionam algo sobre sua personalidade, são fáceis de serem descobertas e usadas para acessar seu e-mail, redes sociais e aplicativos. 

Por isso, o ideal é elaborar sequências mais fortes e seguras, com números, letras maiúsculas, minúsculas e símbolos variados, além de criar combinações diferentes para cada sistema. Dessa forma, diminuem as chances de algum criminoso descobri-la e hackear sua conta, por exemplo. 

Ative uma camada extra de segurança

Quase todo aplicativo, como Instagram, Facebook, WhatsApp e Gmail oferece alguma forma de autenticação de dois fatores. Com esse recurso, sempre quando você ou outra pessoa tentar logar sua conta em um dispositivo diferente, além da senha, é preciso fornecer outra confirmação. Normalmente, um código enviado por SMS ou e-mail. Sem essa sequência, o acesso se torna muito mais difícil. 

Não clique em links suspeitos

Outra maneira pela qual as pessoas são vítimas de fraudes na internet é clicando em links que, até então, podem não parecer suspeitos aos olhos de quem vê. 

Para aplicar o golpe, os criminosos enviam e-mail ou SMS que simulam o contato de um banco ou de uma empresa com ofertas muito atrativas, induzindo a pessoa a clicar no link. Assim, para ter acesso à promoção, é preciso abrir uma página falsa ou até instalar um programa malicioso no dispositivo. Como consequência, o usuário tem, além de seus dados pessoais, seu dinheiro roubado pela compra do produto ou serviço oferecido. 

Cuidado com as promoções falsas

Essa dica tem relação direta com a anterior. Sempre desconfie de ofertas enviadas por e-mail com anúncios de produtos muito abaixo do mercado. Por trás dessa promoção, há criminosos se passando por alguma grande loja existente que, geralmente, pedem pagamento antecipado por boleto, depósito ou PIX e somem logo após a transação ser efetuada. 

Outros cuidados para não cair em golpes e fraudes virtuais

  • Confira sempre se o endereço do navegador é o endereço oficial da empresa, sem complementos no link. 
  • Antes de fornecer informações pessoais para a realização da compra, certifique-se de que o site é o correto. 
  • Se for clicar em links de e-mails recebidos, confira o remetente antes para ter certeza de que foi realmente enviado pela empresa. 
  • Dê preferência para sites conhecidos e verifique a reputação dos não conhecidos, verificando os comentários dos clientes que já utilizaram as plataformas. 
  • Mantenha sempre o antivírus do seu celular ou computador ativado. 
  • Não repasse códigos recebidos por SMS e nem qualquer outra informação sem confirmação com o setor responsável das empresas por meio dos canais de atendimento. 
  • Se identificar algo suspeito, entre em contato com o SAC da marca antes de baixar qualquer arquivo, clicar em links ou repassar informações pessoais. 

Certificado digital evita golpes e fraudes virtuais

O certificado digital não pode ficar de fora da lista para se proteger de crimes cibernéticos. O certificado oferece segurança e privacidade às informações trocadas em ambiente virtual, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. Essa garantia de proteção aos dados é dada pelo recurso de criptografia, que permite que apenas o emissor e o receptor tenham acesso às informações contidas no dispositivo. 

Nos negócios, o certificado digital ainda pode ser usado para envio de documentos confidenciais, utilização dos serviços do Governo e várias outras transações eletrônicas. No setor de e-commerce, o uso do certificado Secure Sockets Layer (SSL) nos sites é fundamental, pois oferece autenticidade ao site e privacidade aos clientes pela criptografia de dados inseridos no sistema. 

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